Hoje eu vim falar de um livro...que...embaçou a minha semana. Me destruiu como pessoa, para depois me reconstruir.
Sim, o livro de hoje é O Diário De Anne Frank!
E pra quem não sabe, não é spoiler que ela morre no final. Pelo amor de Deus!
O Diário foi escrito pela própria Anne (Annnelies Marie Frank), entre as datas do dia 12 de junho de 1942 e 01 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial.
Anne era uma judia e todo o seu povo foi caçado por Hitler, pois para ele, não eram pessoas de sangue puro. Bom, para ele mais da metade do mundo não tinha sangue puro, mas vamos lá.
Anne escreveu seu diário durante os quase três anos no Anexo Secreto, algo que se assemelha a uma casa onde eles puderam se esconder com o auxílio de alguns funcionários da empresa de temperos que Otto possuía.
Pensa no cheiro de pimenta!
Neste lugar secreto ainda viviam, a família van Daan, Albert Dussel, e os próprios Frank, imaginem umas 8 pessoas em um cubículo de três andar. Imaginou? Era complicado. Além de serem famílias com maneiras e educações diferentes, tinham personalidades muito distintas. Se não estavam brigando, estavam achando motivos para brigar. E Anne nos conta tudo isso em seu diário. Apesar de ser uma criança ainda, com uns treze anos de idade, ela possuía uma vasta sabedoria, comentários profundos, mas principalmente ela via sua condição de uma maneira tão diferente, tão única, que me pergunto se eu teria esta capacidade. Ela era madura com treze anos, enquanto muitos de nossa sociedade nunca amadurecem.
O Diário não me destruiu apenas pela situação em que eles se encontravam, tendo de comer comidas por vezes estragada, passar horas em silêncio para não serem ouvidos e jamais deixar o Anexo Secreto. Abandonaram amigos e parte da família que não morava no país. Apesar de tudo isso, de cada sofrimento que eles passaram, sempre houve esperança e ela permaneceu acesa até o dia fatídico em que foram descobertos.
A Anne utiliza do nome Kitty no diário para se referir a pessoa que está lendo e sabe o que é mais impressionante? É que, até o final do livro, você se torna Kitty e quando as páginas acabam, você sente como que se tivesse morrido com ela, pois não existirá mais a Kitty e nem suas conversas intimas com Anne.
Quando você termina o livro e consegue voltar a pensar sobre o assunto, percebe que há um buraco no seu peito que lateja. Eu senti isso e ao olhar para trás percebi que fui ingrata muitas vezes.
É isso, espero que tenham gostado!
Recomendo o filme Escritores da Liberdade, que traz bastante coisa sobre o livro e a vida de Anne. Além de recomendar o próprio filme O Diário de Anne Frank, este eu só achei no youtube.
Abraços.

Nenhum comentário:
Postar um comentário