domingo, 20 de dezembro de 2015

Resenha: Damocles - O Início - de Vinicius Watzl







Bem, primeiramente eu tenho que começar falando de o livro me surpreendeu muito. Demorei relativamente para pegar no tranco, mas quando consegui, a leitura fluiu. É uma história original e bem diferente, a união do medieval com o futurístico.

A narrativa é ágil, com acontecimentos sucessivos. O livro tem uma riqueza de detalhes que me deixou de boca aberta. Pude ouvir até o som da água correndo e o sangue jorrando. A diagramação está muito boa, tamanho da letra esta ok, facilitou a leitura por ser maior.

É óbvio que existem coisas que me incomodaram no livro, como os momentos de lentidão no desenvolvimento do plot, as intrigas cansam um pouco, mas tudo isso fez a história caminhar por uma estrada muito boa, e foi essa estrada que transformou a história em algo incrível.

Espero ler o segundo volume em breve!

Escrito por: Francis

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Resenha: Diários de Extermínio - A Guardiã, de B. R. Peruzzo



Diário de Extermínio, A Guardiã, foi escrito por B.R.Peruzzo e será lançado em 2016 pela editora Arwen! Uma distopia repleta de ação, aventura, ficção. Uma história épica para agradar todos os públicos.
Peruzzo trabalha bem com descrições, mantêm um padrão de diálogos que não deixa nem a desejar e nem a sobrar demais. Leitura super ágil, com personagens que vão se entrelaçando e se envolvendo em uma história bem elaborada. Talvez, no meu ponto de vista, eu melhoraria a personalidade dos personagens, eles ainda parecem crus eu diria. Falta talvez, um tempero, algo que os torne mais humanos, mais "redondos" como dizemos na área de pesquisa sobre a Literatura. Humanos são feitos de erros, acertos, personalidades fortes e ao mesmo tempo fraquezas que os destroem, quanto mais mesclamos estas características reais ao imaginário do livro, mais dá vida a eles. Como já falei antes, eu adoro livros descritivos, envolvendo histórias longas, mais narrativa e menos diálogos, com muito passado envolvido. Eu acho que o livro trouxe isso com bastante sutileza, o que não me desagradou, ao contrário, gostei bastante.  
Gosto do título do livro, é chamativo, Diário de Extermínio, não te parece curioso? Não chama a atenção? Como poderia ser um diário de extermínio? O que está sendo exterminado? É este o ponto chave para o leitor. O título do livro sempre carrega a essência do mesmo e por essa razão, é o que chama a atenção do leitor, acredito que o livro conseguiu atingir este quesito. É chamativo, é curioso!
Eu recomendo A Guardiã para aqueles que gostam de explorar um mundo em crise, algo alternativo, envolvente, chamativo. De uma personagem corajosa! De um romance gentil, sem apelos, com mais doçura.
Posso lhe garantir que é um mundo capaz de te trazer novas emoções e principalmente uma nova e extraordinária experiência de vida.
Talvez você diga, mas você não falou sobre a história do livro. Não acho que devo lhes contar do que o livro se trata, tudo o que a sinopse diz é o suficiente sobre a história, o que eu acredito que devo fazer é deixar o resultado e o sentimento de minha experiência nestas linhas. É o que faço e o que sempre farei.

Eu gostei do livro e acho que B.R.Peruzzo, vai muito mais além nos seus próximos projetos. Ele já se provou capaz disso. 


Sinopse:

O crepúsculo de todas as batalhas se dá nos momentos mais tenebrosos que existem. Assim como as noites mais obscuras, o mundo é um lugar sombrio, cheio de segredos.
Quando o universo estava afundando em seu momento de maior lástima, os Guardiões surgiram para trazer o alvorecer, a luz e a paz de volta ao universo, ao nosso mundo e à Terra.
Meu planeta natal, Zodark, foi destruído pela ganância de meu povo, e a Terra está prestes a ser destruída também, pelo mesmo motivo. Mas eu não permitirei.

Meu nome é Lilian Moore, eu sou uma Guardiã, a que salvará a Terra e Zodark. Pelo menos é isso que eu espero!



Curta a página de Peruzzo e fique por dentro das novidades e lançamento da obra A Guardiã - Diário de Extermínio: 

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Resenha: Filhos do Éden, Paraíso Perdido, de Eduardo Spohr



Paraíso Perdido possui tantos pontos positivos quanto negativos. Primeiramente, deixe me esclarecer que essa é a minha opinião com relação ao livro, se você tem a sua, compartilhe, mas não deixe comentários mal educados, pois só perde a razão no debate. 
Voltando a resenha. 
A escrita deu uma leve mudada neste livro, mais emoções são descritas, o texto em si tem uma nova estrutura e colocação de frases/palavras. 
Sempre achei que a história de Eduardo Spohr possuía tudo para dar pano pra manga, devido a religião em questão (anjos, Deus), ser tão ampla, que seria possível muitos livros com base em todos os mistérios no paraíso. 
A história central foi muito bem trabalhada no último livro, os personagens não perderam suas características marcantes e nem deixaram de evoluir. Na verdade, se tornaram ainda mais redondos do que nos livros anteriores, desde a alcoolismo e teimosia exagerada. Eduardo não trabalha com estereótipos e isso é bom, pois o cara que só bebe, não é só isso, ele possui uma densidade psicológica muito além do que muitos livros mostram, não permanece na superfície dos personagens. 
Sempre muito criativo, Eduardo, na minha opinião, exagerou um pouco neste, exclusivo, livro. Pois, imagino que a vontade de dizer: "Todas as religiões estão certas", fez do livro um embaralhado de religiões e ideias absurdas. Não consigo imaginar um lugar, um ambiente, seja mundos paralelos, em que os Deuses e Deus possui consciência da existência um dos outros. Quem afinal veio primeiro? Por que Deus é conhecido como único, se outros tantos Deuses (gregos, nórdicos), existem em um mesmo contexto. É difícil imaginar tanta coisa em um único livro e pior de tudo, é difícil demais explicar todas estas ideias e responder estas perguntas em questão. 
Quantas dúvidas tive enquanto lia. O que Lúcifer e Loki pensam um do outro. Afinal, quem criou o quê e quem de fato veio primeiro, é estranho pensar que ambos vieram juntos e são Pai de Todos. 
Então é o ser humano que cria essa ideia de Onipresente, Onisciente e Onipotente, criamos a imagem de um único Deus, que pode tudo? Mas que ao mesmo tempo convive com outros mais fortes, ou talvez não, que ele? 
Foi realmente difícil imaginar, para mim virou uma sopa de letrinhas quando misturou-se anjos e demônios, com Dragões, Valquírias, Anões e muitos além destes. 
Outra coisa que eu critiquei, mas que não entrarei em detalhes para não dar spoiler, foi o final. Não o final chocante, um detalhe, um pequeno detalhe, pequeno, que de fato não entendi como aconteceu. O que é uma pena, pois para mim, foi o que não deu ao final o gosto que deveria. 
Bom, mesmo com estas duas questões que me deixaram em pendência com o livro, estou dando cinco estrelas por causa de: Foi uma história única, teve um final inesperado, manteve o ritmo da história. Fez, da história principal, (observação na história principal, apenas nela), o que deveria ser feito. 
Sem mais, finalizo com um desejo: Que de alguma forma, eu possa ainda entender o que Eduardo Spohr queria neste último livro. 

Espero que tenham gostado. 
Um forte abraço. 
Francis. 




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Resenha Conto: Escândalo na Boêmia - Lendo Sherlock Holmes



Escândalo na Boêmia

A Scandal in Bohemia (no Brasil Um Escândalo na Boêmia e Outras Histórias) é um romance policial de Sir Arthur Conan Doyle protagonizado por Sherlock Holmes e publicado pela primeira vez na Strand Magazine em Julho de 1891. É conhecido por ser o primeiro caso

que Sherlock Holmes perdeu e para uma mulher. É neste conto que temos o papel de A Mulher, ou Irene Adler apresentado para nós.
Holmes é caracterizado como beirando a misoginia. "Nunca se pode confiar inteiramente nas mulheres", palavra de Holmes. Portando os sentimentos que se revelam ao longo da história, acabam por marcar o contraste da imagem usual do detetive.
Durante as apresentações de Watson, do comportamento de Sherlock e dos demais personagens ao longo da história, podemos perceber a fria visão que o médico possui do melhor amigo. Sendo Holmes, um homem frio e calculista, que suas reações atípicas, só demonstram o grau de entusiasmo que ele possui. Isso se dá para com Irene Adler, pois Sherlock Holmes não se vê apaixonado por ela, mas entusiasmado em perceber que alguém pode enganá-lo facilmente.
Além das características de frieza, vemos neste primeiro conto, que Holmes possui um estilo de vida excêntrico, solitário ao turbilhão da vida social. Ele é um homem que dialoga com a própria filosofia.

Sendo um conto de surpresas e revelações, não apenas para nós como também para o próprio Sherlock Holmes. De extrema excelência como todas as obras de Doyle, traz o nosso mais curioso detetive,  em seu auge de inteligência e poder de dedução sendo enganado, não apenas por alguém ou por uma mulher. Mas por: A Mulher. 

Lembrando que este livro é uma coletânea de contos e eu estarei fazendo a resenha separadamente deles.

Se você gostou comente e compartilhe. Ajude a divulgar o blog.  

Escrito por Francis. 



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Resenha: Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens




A Tale of Two Cities (Um Conto de Duas Cidades, em português) é um romance histórico de autoria de Charles Dickens lançado em 1859; é também um romance que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição.
Para Francine Cândido:
"O livro em resumo trata do frio, da sujeira, da doença, da ignorância e da fome que abate a França e a Inglaterra em tempos difíceis. Repleto de metáforas como por exemplo o lenhador/Destino, e o Fazendeiro/Morte. E da mesma forma com Moinho, que montava a miséria transformadora de pessoas, de crianças em velhas e de doenças desumanas.  Envolvido em muitos conflitos sociais e políticos, a escrita de Dickens aponta momentos críticos de uma sociedade dividida entre abastados e miseráveis. Em uma das páginas é possível ver claramente a intenção de Dickens ao expor a correria das pessoas para conseguir um punhado de vinho caído no chão, mesmo que tivesse de lamber a terra. Demonstrando o sofrimento de um povo capaz de matar por um pão.
A literatura remonta um realismo de desigualdade e loucura, mapeando com precisão a história das revoluções da França e da Inglaterra, cada qual com a sua peculiaridade. Charles Dickens é um dos melhores escritores de que já tive o prazer de ler.
Como personagens centrais temos a donzela Lucie Manette e seu pai, Dr. Manette. A história começa quando Lucie e o amigo da família Lory estão indo buscar o pai da moça, solto após 18 anos preso na Bastilha. Os demais personagens vão surgindo e incrementando a trama, sempre ligados ao fato da eminente revolução. Dickens consegue trazer estórias completamente aleatórias, mas que se entrelaçam de maneira espetacular, deixando de serem vários pequenos nós, para um único, com um enorme problema em comum.  O amor, a amizade e a confiança que cresce ao longo dos anos narrados, em meio às lutas e às dificuldades desse período da história mundial. É possível sentir cada detalhe da trama, mergulhando no século XIX, profundamente e a vontade de voltar a superfície, deixa de existir completamente.


Uma obra impecável!



" Foi o melhor dos tempos,foi o pior dos tempos,foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice, foi a época da fé, foi a época da incredulidade,foi a estação da luz,foi a estação das trevas, foi a primavera da esperança,foi o inverno do desespero tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós." Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens

Sobre o autor: 

Charles John Huffam Dickens (1812 — 1870), foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.

Romances principais:
  • ·         As aventuras do sr. Pickwik (1836)
  • ·         Oliver Twist (1837–1839)
  • ·         Nicholas Nickleby (1838–1839)
  • ·         Loja de Antiguidades (1840–1841)
  • ·         Barnaby Rudge (1841)


Os Livros de Natal:
  • ·         Um conto de Natal (1843)
  • ·         The Chimes (1844)
  • ·         The Cricket on the
  • ·         Hearth (1845)
  • ·         The Battle for Life (1846)


Outras obras:
  • ·         Martin Chuzzlewit (1843-1844)
  • ·         Dombey and Son (1846–1848)
  • ·         David Copperfield (1849–1850)
  • ·         A Casa Abandonada (1852–1853)
  • ·         Tempos Difíceis (1854)
  • ·         A pequena Dorrit (1855–1857)
  • ·         Um conto de duas cidades (July 11, 1859)
  • ·         Grandes Esperanças (1860–1861)
  • ·         OurMutual Friend (1864–1865)
  • ·         The Mystery of Edwin Drood (inacabado) (1870)