Paraíso Perdido possui tantos pontos positivos quanto negativos. Primeiramente, deixe me esclarecer que essa é a minha opinião com relação ao livro, se você tem a sua, compartilhe, mas não deixe comentários mal educados, pois só perde a razão no debate.
Voltando a resenha.
A escrita deu uma leve mudada neste livro, mais emoções são descritas, o texto em si tem uma nova estrutura e colocação de frases/palavras.
Sempre achei que a história de Eduardo Spohr possuía tudo para dar pano pra manga, devido a religião em questão (anjos, Deus), ser tão ampla, que seria possível muitos livros com base em todos os mistérios no paraíso.
A história central foi muito bem trabalhada no último livro, os personagens não perderam suas características marcantes e nem deixaram de evoluir. Na verdade, se tornaram ainda mais redondos do que nos livros anteriores, desde a alcoolismo e teimosia exagerada. Eduardo não trabalha com estereótipos e isso é bom, pois o cara que só bebe, não é só isso, ele possui uma densidade psicológica muito além do que muitos livros mostram, não permanece na superfície dos personagens.
Sempre muito criativo, Eduardo, na minha opinião, exagerou um pouco neste, exclusivo, livro. Pois, imagino que a vontade de dizer: "Todas as religiões estão certas", fez do livro um embaralhado de religiões e ideias absurdas. Não consigo imaginar um lugar, um ambiente, seja mundos paralelos, em que os Deuses e Deus possui consciência da existência um dos outros. Quem afinal veio primeiro? Por que Deus é conhecido como único, se outros tantos Deuses (gregos, nórdicos), existem em um mesmo contexto. É difícil imaginar tanta coisa em um único livro e pior de tudo, é difícil demais explicar todas estas ideias e responder estas perguntas em questão.
Quantas dúvidas tive enquanto lia. O que Lúcifer e Loki pensam um do outro. Afinal, quem criou o quê e quem de fato veio primeiro, é estranho pensar que ambos vieram juntos e são Pai de Todos.
Então é o ser humano que cria essa ideia de Onipresente, Onisciente e Onipotente, criamos a imagem de um único Deus, que pode tudo? Mas que ao mesmo tempo convive com outros mais fortes, ou talvez não, que ele?
Foi realmente difícil imaginar, para mim virou uma sopa de letrinhas quando misturou-se anjos e demônios, com Dragões, Valquírias, Anões e muitos além destes.
Outra coisa que eu critiquei, mas que não entrarei em detalhes para não dar spoiler, foi o final. Não o final chocante, um detalhe, um pequeno detalhe, pequeno, que de fato não entendi como aconteceu. O que é uma pena, pois para mim, foi o que não deu ao final o gosto que deveria.
Bom, mesmo com estas duas questões que me deixaram em pendência com o livro, estou dando cinco estrelas por causa de: Foi uma história única, teve um final inesperado, manteve o ritmo da história. Fez, da história principal, (observação na história principal, apenas nela), o que deveria ser feito.
Sem mais, finalizo com um desejo: Que de alguma forma, eu possa ainda entender o que Eduardo Spohr queria neste último livro.
Espero que tenham gostado.
Um forte abraço.
Francis.