quarta-feira, 15 de julho de 2015

Canção do Exílio de Gonçalves Dias



Boa tarde leitores, 

Já pensaram por qual razão muitos menosprezam nossa terra, enquanto outros desejam imensamente voltar para ela? O que existe de errado aqui para querer sair? Ou de errado lá para querer voltar? 
Hoje (não é dia de postagem), mas trago para vocês um poema muito famoso de Gonçalves Dias. Para quem não sabe, Gonçalves Dias foi o maior representante da primeira fase do Romantismo no Brasil, com seus poemas nacionalistas que enchiam de beleza o nosso país. Nasceu no dia 10 de agosto de 1823 e faleceu no dia 3 de novembro de 1864, aos 41 anos. Patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras, é chamado de Poeta Nacional do Brasil. 
Em seu poema, Canção do Exílio, percebam que existe uma comparação entre um lugar e outro, isso se dá pelo fato de que Gonçalves Dias, vivia em Portugal quando escreveu o poema.
Exemplo de comparação: "As aves que aqui gorjeiam" se refere a Portugal, "Não gorjeiam como lá", Brasil. 
Existe um amor profundo pelo lar e a saudade de uma vida distante do Brasil. Leiam: 

Canção do Exílio


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias

Escrito por: Francis

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